Antes de explicar que doença é essa,
preciso contar como cheguei a essa pergunta. Em abril de 2015, minha irmã chegou
em casa com um gatinho que pegou na rua, em Parada de Lucas. A mãe dele tinha
acabado de morrer atropelada, e ele estava perto do corpo dela, abandonado, correndo o risco de ter o mesmo fim. Ela o pegou para que ele não tivesse o mesmo fim. A chegada dele não foi
bem vista, pois ela já tinha pegado uma gata que ainda não tinha castrado e eu
tinha adotado um filhote há 4 dias! Mais no fim todos se deram bem e conviveram
sem problemas, pareciam irmãos. Com o passar do tempo, percebemos que o Nóia
era diferente: Não conseguia subir sozinho no sofá ou nas cadeiras, tinha
dificuldade de caminhar em linha reta, hesitava antes de qualquer movimento e
apresentava um tremor estranho, parecia que tinha Alzheimer. Mais ele era um
gatinho de menos de um ano! Se você estivesse com ele no colo e pusesse no
chão, ele caia de qualquer jeito, tinha que deitar para recuperar o equilíbrio.
Com a crise econômica, não tinha dinheiro para levá-lo ao veterinário e
investigar isso. Concentrei meus esforços em castrá-lo, alimentá-lo e dar
remédio contra vermes, cuidados mais básicos. Na consulta pré-castração, ele estava
calmo e bem e eu precisava castrá-lo logo. Nada de anormal foi detectado.
Quando Nóia tinha cerca de 8 meses,
apareceu um carocinho na patinha dele, que depois virou uma bolha, e em
seguida, uma feridinha. Essa feridinha abria, fechava, depois abria de novo
continuamente. Isso era esporotricose, doença que eu vou explicar o que é num
outro post. Quando busquei o tratamento da esporotricose no Hospital Municipal Jorge
Vaistmann, pensei que descobriria enfim o que Nóia tinha por ser um hospital de
referência, ligado a vigilância sanitária do município. Mais a médica disse não
saber que doença seria, após descartar epilepsia, nos tranquilizou dizendo que
provavelmente não era nada grave, já que fora a esporo, ele estava bem.
Voltando a doença
Hipoplasia cerebelar é uma doença
neurológica felina na qual os filhotes nascem com o cerebelo, a parte do
cérebro que controla o equilíbrio, os músculos e a coordenação, subdesenvolvido.
É uma doença permanente e sem cura, em que trata-se dos sintomas. Geralmente
não oferece risco de morte ao animal. A gravidade vai de muito leve a extrema.
Os gatos portadores têm problemas de
equilíbrio e de controle muscular, o que afetam suas habilidades de andar,
correr e pular. O gatinho apresenta irregularidade na coordenação motora
(ataxia), desorientação, tremores de intenção e cabeça inclinada para um dos
lados.
Alguns animais têm um
comprometimento severo de sua qualidade de vida, necessitando de acompanhamento
especializado, sessões de acupuntura e fisioterapia. Mais na maioria dos casos,
o animal tem uma vida normal, precisando apenas que seus donos tenham um pouco mais
de atenção na escolha do local de alimentação e da higiene, além de estimular
com brincadeiras a atividade física do animal, para que ele se mantenha ativo e
em forma. Por conta disso, o Nóia tem uma vida normal, pois brinca muito, seja
sozinho ou com os outros gatos. Aqui em casa tem escada e isso também ajuda ele
a se exercitar.
Como foi que eu cheguei a essa informação?
Se você pensou Google, acertou. No dia em que voltei com ele do médico, fiz a pesquisa usando casa um dos sintomas e fui lendo link por link. Além de descobrir o nome da doença e os sintomas, e como lidar com ela, descobri também como é que se pega. A hiperplasia cerebelar é um desdobramento da panleucopenia felina, uma doença viral gastroentestinal contagiosa. No caso do Nóia, a mãe dele teve essa doença durante a gestação, o que afetou o desenvolvimento do cérebro dele. Além da transmissão uterina, o gatinho pode pegá-la em qualquer fase da vida dele. E o melhor meio de evitar a doença é manter os animais longe da rua e, principalmente, vacinar o animal. Para mais informações sobre a doença, é só ir aqui.
É indispensável que gatos com
hipoplasia cerebelar recebam um diagnóstico o quanto antes. Diante desses sintomas,
muitos gatos foram abandonados e mortos porque as pessoas acham que a doença
eram mais séria e contagiosa. E pelo que eu mesmo pude ver, há um
desconhecimento por parte dos veterinários. Mesmo assim, é importante procurar um veterinário para uma orientação
mais precisa.
Cuidar de gatos com hipoplasia
cerebelar requer mesmo é carinho e donos conscientes podem ajudá-los a ter uma
vida longa e saudável.


Obrigada achei muito instrutivo.
ResponderExcluirMuito obrigada por compartilhar e utilizar termos acessíveis ao público leigo! 😘
ResponderExcluirBoa noite, obrigada por essa orientação, alguém largou um gatinho com esse quadro clínico aqui no condomínio que eu moro, ele deve ter uns 7 meses, e está castrado, ele fica com um siames que mora aqui há 10 anos, eu cuido dos dois, só espero que não seja contagioso, eu penso que não, pq você tem outros gatos e ele fica junto, infelizmente as pessoas pegam os animais e depois jogam fora, eu observei que ele tem os ossos bem fininho, perece de coelho, é muito sensível, mas ele se alimenta bem, é bem comilão, eu vermifuguei ele, pois pensei que ele estava fraco e com vermes, mas lendo essa matéria conclui que é essa doença, não posso adotar ele, pois tenho 8 gatos dentro de um apto, mas faço o que posso por ele, então é isso, obrigada por essa orientação.
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