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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Stand By Mode



Quem acompanha o blog já percebeu que algo não anda bem por aqui.
É que a proposta inicial não deu certo e foi abandonada.
Essa que vos escreve ainda não sabe a certo o que fará desse espaço de agora em diante.
No momento, estou ocupada o suficiente com as idas e vindas da minha vida particular e deixarei o blog em stand by.
De vez em quando vou vir aqui postar uma coisa ou outra que me ocorra compartilhar com você. E vida que segue!
Agradeço o carinho de todos que embarcaram nesse projeto com a gente e vieram aqui vez ou outra dar uma olhada nas maluquices que escrevíamos.

Muito obrigada!

domingo, 7 de março de 2010

Mecenas de Bunda


Quem conhece a mim e a Thaysse, sabe que temos aguçada a capacidade de falar besteiras, teorizar acerca delas. Temos o costume de cunhar termos e expressões que dão sentido às baboseiras que pensamos. Tá, confesso que é uma peculiaridade minha, que a vida toda me ocupei de nomear e renomear pessoas e objetos, ou propor definições para situações banais e corriqueiras, fenômenos que, muitas vezes, só eu entendo como tal. Depois me aprofundo nesse assunto. Só sei que com Zubinha essa minha peculiaridade se acentua (vide todos os apelidos, adjetivos e definições que dei a ela, rs).

No carnaval, tivemos várias sacadas e papos-cabeças que renderiam um post. Mais vou contar para vocês a “sacada” dos dias loucos que passamos juntas. Estávamos conversando sobre a paixão da Zubinha pelo mundo do samba e seu talento na arte de sambar. Num dado momento da conversa, ela confessa que sonha em desfilar numa escola de samba como passista. Nos dias anteriores ao carnaval, ela andou exibindo o seu potencial nos shows que Diogo Nogueira fez na cidade e criou até um alter ego, a Barbie Portela, para delírio dos cuecas de plantão. Essa personalidade está para o mundo do Samba assim como a Sasha Fierce, alter ego da Beyoncé, está para o showbizz. Após algum tempo de reflexão, cheguei à conclusão de que com o potencial que tem, dá sim para a Thaysse realizar seu sonho e, diria mais, que dá para se celebrizar pelo seu talento, figurando entre as mulheres que “causam” no carnaval carioca.

Mas falta um reagente nesse composto do sucesso no mundo do samba: a figura que detecta o potencial da menina e investe no aprimoramento do potencial artístico e estético da moça em questão. Normalmente, essa figura do sexo masculino (não conheço mulher que faça isso pela outra, o que não significa que não exista) é ligada ao mundo dos negócios e, a grande maioria conhecida, atua nas fileiras da contravenção, o famoso bicheiro. Aí me veio a idéia de que o trabalho que essa pessoa realiza é igual ao que os incentivadores dos talentos dos músicos, pintores, executores, cantores, atores e outros artistas da antiguidade clássica e idade média faziam, o mecenato. Os mecenas financiavam e sustentavam as manifestações artísticas relevantes da época, garantindo que as criações artísticas fascinantes se realizassem, algumas perpetuadas até os nossos dias.

E é de investidor / descobridor de artistas, em palavras mais específicas para o nosso caso, um mecenas de bunda, que nossa amiga precisa. Graças à união de vários atuantes mecenas de bundas, que uma menina normal como a Geisy Arruda desfilou um corpão montado à frente de duas escolas expressivas no Rio e São Paulo. E não que esse seja o caso de nossa Barbie Portela! Mas uma ajudinha seria bem vinda, né? Afinal, vamos combinar que a Thaysse faz jus. Então, se você conhece um senhor generoso, com essas características, nos avisem!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Primeiro Passo


Findo o reinado de Momo, finalmente o ano começa aqui no Brasil. É hora de colocar a listinha de promessas, pendências e desejos e colocar em prática, começar a agir. E é aí que mora o problema, principalmente para mim.

Tenho uma dificuldade danada de começar as coisas (de terminar então, nem se fala, rs), normalmente vou deixando para depois, muitas vezes dando atenção a coisas de menor importância. É a chamada postergação, o ato de deixar para depois algo que entendemos que devemos fazer. Juntando isso a minha capacidade de me sentir mais a vontade no mundo das idéias, temos a explicação para que meus temas para posts ainda não estarem aqui desenvolvidas, fora as outras coisas que tenho pendentes em minha vida, rs. Monografia por terminar, livros por ler, e-mails para responder, filmes para ver, nova ortografia do português para estudar e fixar; a lista de pendências parece não ter fim. Fico aflita só de pensar.

Familiarizada que estou com o vício de postergar, fiquei tentando trabalhar isso, descobrir o que me leva a agir assim, e o que fazer para mudar. Refletindo a respeito, cheguei à seguinte conclusão: pelo menos para mim, acho que o problema está relacionado ao medo do novo, das incertezas que nos aguardam nas curvas do percurso rumo ao que desejamos. De, depois de tanto desejar e de se esforçar para alcançar o alvo, dar de cara com a frustração do insucesso, do quase. É também uma tentativa de se preparar e fazer o que tem que ser feito melhor. De se imbuir de coragem para o processo. Eu percebo que pra mim é assim, tem muito do meu emocional falando, boicotando a minha capa racional. É por aí.

Agora de nada adianta constatar um problema, entender como ele opera em você e parar por aí, não agir para virar o jogo. Por considerá-lo um defeito grave, me conscientizo que é preciso mudar. E é um exercício diário de identificar em que situações em que estou tendendo para postergação e me esforçar para manter o foco.

Definitivamente não é fácil, mas outro pensamento que me ocorreu e que sempre uso para me automotivar é o seguinte: todo jornada, pequena ou grande começa pelo primeiro passo. Em seguida, eu dou esse passo. Agora mesmo, depois de milhares de idéias de posts pra desenvolver, alguns até começados, eis que consigo chegar ao fim de um. Caminhemos e que venha o próximo.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Olha o Carnaval aí, Gente!


Ok, quem me conhece sabe que no carnaval, eu, tradicionalmente, saio no Bloco do Pijama, em que sou rainha muito bem tratada por fiéis ritmistas na arte de dormir, os travesseiros e lençóis. Me revezo entre cama e livros, me entregando a dois dos prazeres fundamentais da minha vida. Mas, consciente que o povo quer mesmo é se esbaldar na festa da carne, vou dar 5 dicas para que você, querido leitor, garanta sua diversão nesses dias de folia mesmo se a grana estiver curta.

1.Programação:
Se seu problema é grana e você não você não pode pagar por uma fantasia para arrasar no sambódromo, não é uma gostosona periguete para um bicheiro te bancar na frente de uma bateria da vida, não tem convite de camarote vip ou abadá para pular atrás do trio e beijar muuito, não se desespere. Há uma infinidade de blocos de rua que garantem diversão, pegação e alegria pra folião nenhum botar defeito. São tantas as opções no Rio de janeiro, que você pode montar um roteiro diário dos mais interessantes e, se a preparação física permitir, cair na gandaia todos os dias até a quarta-feira de cinzas! Veja aqui o roteiro mais completo que achei na blogosfera e programe-se.

2.Fantasia:
Na hora de se entregar aos festejos de Momo, mais do que luxo e originalidade, o mais importante é o conforto. Invista numa roupa fresquinha e adicione algum adereço de cabeça, máscara ou invista numa maquiagem brilhante. Quem quiser, pode dar um pulinho numa loja do Centro e comprar alguma fantasia tradicional ou soltar a imaginação e criar a sua, costumizando peças que você já tem. Use a criatividade!

3.Hidratação:
O verão está batendo recordes de temperatura e se você vai se juntar a multidão para curtir melhor a festa, não pode descuidar da hidratação. E nada de pensar que isso significa encher o pote de cerveja, ice e bebidinhas tropicais de cachaça + a fruta que tiver a mão. Beba bastante água e se for pular/desfilar no sol, não dispense o filtro solar. Ou vai correr o risco de sair de cena, vencido pelo calor. Pra quem gosta, água de coco hidrata e repõe os sais minerais.

4.Bebida e Comida:
Época em que muitos usam a bebida para revelar folião escondido que habita o seu ser, o carnaval também apresenta um aumento considerável de atendimentos médicos motivados pelo excesso de consumo alcoólico, baixando os estoques de glicose dos pronto-socorros. Seja esperto e se resolver beber, jamais misture bebidas destiladas e fermentadas ou beba de estomago vazio. É garantia de “chamar Raul” na esquina e pagar mico. Fuja dos lanches de procedência duvidosa e cheios de gordura e invista numa alimentação equilibrada com frutas, verduras e legumes para agüentar o pique. Beba com moderação para não por seus planos de folia e quem sabe até, sua vida em risco.

5.Prevenção:
Tá, o povo diz que não é bem assim, mas nessa época a pessoa quer tirar a barriga da miséria, emplacar um romance de carnaval ou então, colecionar aventuras e sai pegando geral. Se achar que aquele(a) gatinho(a) merece mais que uns beijinhos e amassos, faça a coisa direito e use camisinha. Doença não vem estampada na cara de ninguém, então não vá facilitar e ter mais do que boas recordações da performance do peguete.
É isso. Para que não gosta de carnaval, mas não sabe o que fazer com o tempo que sobra, tem um site com 100 dicas imperdíveis de como gastá-lo no Rio e em São Paulo. Se tiver outras sugestões, é só deixar nos comentários.