Quem conhece a mim e a Thaysse, sabe que temos aguçada a capacidade de falar besteiras, teorizar acerca delas. Temos o costume de cunhar termos e expressões que dão sentido às baboseiras que pensamos. Tá, confesso que é uma peculiaridade minha, que a vida toda me ocupei de nomear e renomear pessoas e objetos, ou propor definições para situações banais e corriqueiras, fenômenos que, muitas vezes, só eu entendo como tal. Depois me aprofundo nesse assunto. Só sei que com Zubinha essa minha peculiaridade se acentua (vide todos os apelidos, adjetivos e definições que dei a ela, rs).
No carnaval, tivemos várias sacadas e papos-cabeças que renderiam um post. Mais vou contar para vocês a “sacada” dos dias loucos que passamos juntas. Estávamos conversando sobre a paixão da Zubinha pelo mundo do samba e seu talento na arte de sambar. Num dado momento da conversa, ela confessa que sonha em desfilar numa escola de samba como passista. Nos dias anteriores ao carnaval, ela andou exibindo o seu potencial nos shows que Diogo Nogueira fez na cidade e criou até um alter ego, a Barbie Portela, para delírio dos cuecas de plantão. Essa personalidade está para o mundo do Samba assim como a Sasha Fierce, alter ego da Beyoncé, está para o showbizz. Após algum tempo de reflexão, cheguei à conclusão de que com o potencial que tem, dá sim para a Thaysse realizar seu sonho e, diria mais, que dá para se celebrizar pelo seu talento, figurando entre as mulheres que “causam” no carnaval carioca.
Mas falta um reagente nesse composto do sucesso no mundo do samba: a figura que detecta o potencial da menina e investe no aprimoramento do potencial artístico e estético da moça em questão. Normalmente, essa figura do sexo masculino (não conheço mulher que faça isso pela outra, o que não significa que não exista) é ligada ao mundo dos negócios e, a grande maioria conhecida, atua nas fileiras da contravenção, o famoso bicheiro. Aí me veio a idéia de que o trabalho que essa pessoa realiza é igual ao que os incentivadores dos talentos dos músicos, pintores, executores, cantores, atores e outros artistas da antiguidade clássica e idade média faziam, o mecenato. Os mecenas financiavam e sustentavam as manifestações artísticas relevantes da época, garantindo que as criações artísticas fascinantes se realizassem, algumas perpetuadas até os nossos dias.
E é de investidor / descobridor de artistas, em palavras mais específicas para o nosso caso, um mecenas de bunda, que nossa amiga precisa. Graças à união de vários atuantes mecenas de bundas, que uma menina normal como a Geisy Arruda desfilou um corpão montado à frente de duas escolas expressivas no Rio e São Paulo. E não que esse seja o caso de nossa Barbie Portela! Mas uma ajudinha seria bem vinda, né? Afinal, vamos combinar que a Thaysse faz jus. Então, se você conhece um senhor generoso, com essas características, nos avisem!
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